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Artstrike - Revista de
Projectos de Arte #2
AA.VV.
Alexandre Estrela, Américo Marcelino, António Cerveira Pinto, Catarina Leitão, Fernando Brito, Helena Garcez, João Fonte Santa, Joana Fernandes, Joseph Kosuth, Luís Serpa, Nuno Silva, Pedro Cabral, Paulo M. Gonçalves, Paulo Mendes, Pedro Pousada, Pedro Portugal, Pedro Serra, Rui Serra, Rui Silvares, Sofia Cavalheiro.
Paulo Mendes, Pedro Pousada, Rui Serra, Nuno Silva e Paulo Muacho Gonçalves
30 x 21 cm
56 páginas
500 exemplares
1992 Número 2
Inverno/Primavera
Lisboa
48457/91
Capa impressa a preto e vermelho; miolo impresso a preto e branco.
A revista Artstrike surgiu em 1991 quando ainda todos éramos alunos da Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Nessa altura este conjunto de cinco pessoas esteve envolvido em dois projectos a publicação Artstrike e a criação do espaço independente Galeria Zero, onde aconteceram exposições colectivas e as nossas primeiras individuais.
A publicação era o resultado das colaborações, em formato de projectos visuais, que solicitámos a um conjunto de pessoas que por essa altura também frequentavam as Belas Artes embora em anos diversos e alguns outros artistas mais velhos com os quais sentíamos proximidade, nomeadamente elementos do Grupo Homeostético. Vários destes autores vir-se-iam a revelar importantes protagonistas nas décadas seguintes.
No segundo número, conseguimos uma participação especial, na sequência de uma visita que eu, o Rui Serra e o Pedro Pousada, fizemos por museus e galerias no centro da Europa, deixámos um inquérito na residência de Joseph Kosuth na Bélgica, que mais tarde nos enviou as respostas e que publicámos juntamente com um depoimento do Luís Serpa.
O design da revista era minimal e duro, dando total relevância aos projectos apresentados, o que se relacionava com uma linha de trabalho que por essa altura desenvolvíamos ainda enquanto estudantes, próxima das tendências neo-conceptualistas e da Pictures Generation.
A revista ARTSTRIKE não tinha imagens na capa, apenas uma composição gráfica a duas cores, preto e vermelho, que mudava em cada edição, o miolo era a preto e branco, com aproximadamente 50 páginas. Na época foi distribuída por nós em diversas livrarias na zona de Lisboa.
Os lançamentos das revistas foram acompanhados por exposições colectivas. No primeiro número (1991) a exposição aconteceu na então Escola Superior de Belas-Artes, e no segundo número (1992) já na Galeria Zero, sempre com a participação de vários dos autores que integravam a revista.
Outros números começaram a ser pensados, mas esta aventura editorial terminou com a nossa saída da Faculdade e com os diferentes direcções e opções profissionais que cada um de nós seguiu.

(Texto graciosamente cedido por Paulo Mendes a Tipo.PT)
id
date time
2013-07-29 01:00:00